Flashes de uma luta

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Pela Vida

"Oremos" é a revista da família que apresenta o Catolicismo sem temor servil ou farisaísmos...

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Toda mãe tem um jeito especial para consolar seu filho. É comum vermos aquela cena do recém-nascido chorando nos braços dos parentes e amigos. Porém, só o colo da mãe é capaz de fazer a criança parar de chorar e até dormir com aquela agradável sensação de segurança. Imagino que esta tenha sido a experiência do apóstolo João ao pé da cruz. Ele devia estar extremamente aflito: seu Mestre e seu melhor Amigo pendia naquela cruz. Pouco antes da morte ele escutara palavras de confiança e dor: “Filho, eis aí a tua mãe; mãe eis aí o teu filho”. 

Nossa Senhora consolou a Igreja nascente

Normalmente imaginamos que, com aquele gesto, Jesus pedira que João cuidasse de sua mãe. De fato, foi isso que aconteceu. João levou Maria para sua casa e cuidou dela até o final de sua vida. Mas podemos também inverter a história. Naquele momento, o jovem João precisava muito mais de amparo do que a Santíssima Virgem Maria. Podemos pensar, então, que Ela tenha dito palavras de encorajamento para o discípulo de Jesus e o tenha consolado em todas as suas aflições.

Aliás, Nossa Senhora terá consolado não apenas o jovem apóstolo, mas  todos os demais seguidores de seu Divino Filho, angustiados e amedrontados naqueles momentos difíceis após o holocausto no Calvário. Maria os acolheu, perdoou e confortou quando eles, depois de fugirem, retornaram para junto d’Ela, confusos e arrependidos.

Em seguida, a Santíssima Virgem “perseverou com eles em oração”, reunidos no Cenáculo à espera de Pentecostes. Maria lá estava, amparando a Igreja nascente, preparando os futuros evangelizadores do mundo com seus conselhos, suas palavras de bondade e de fortaleza. Para Sobre Ela já havia descido o Espírito Santo, em Nazaré, quando o Céu se abriu para fazer chover o orvalho da Redenção, isto é, a encarnação do verbo Eterno no seio imaculado da Virgem. Ela já era a “cheia de graça” e o Céu já vivia plenamente em seu coração. Quem assim vive assim pode consolar os irmãos que vivem “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”. 

E foi isto que Nossa Senhora fez, pessoalmente, junto aos apóstolos e discípulos de Cristo nos anos primeiros da Igreja, até o dia em que Deus a levou em corpo e alma para a glória eterna.

Maria continua consolar seus filhos ao longo dos tempos

Ao lado de seu Filho no Céu, longe de se esquecer daqueles que consolara na Terra, Nossa Senhora multiplicou sua solicitude e seu carinho materno para com todos e cada um, estendendo sua bondosa consolação à humanidade inteira.

Como reza a célebre prece de São Bernardo, “nunca se ouviu dizer” que algum fiel que tenha recorrido à proteção de Maria, implorado a sua assistência e reclamado seu socorro, tenha sido por Ela desamparado. A inegável verdade é que Maria consola cada um de nós em nossas aflições. Quando estamos diante das cruzes da vida, devemos procurar o colo da Mãe. Ali conseguiremos o sono tranquilo de crianças que sabem que estão seguras.

Mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre

Acolhidos nesses braços maternos e serenados em nossos temores e amarguras, ouvimos a palavra dita no fundo de nossa alma, sentimos o olhar de ternura pousar sobre nós e recebemos a inspiração de uma prece confiante, um conselho de paz, um afago espiritual, uma resposta de solução. Tudo isso Nossa Senhora nos oferece quando nos refugiamos em seus braços. Porém, o principal consolo que Ela nos proporciona é mostrar-nos seu Filho, Jesus. Provavelmente, terá sido isso que Ela disse a João aos pés da Cruz: 

-- Filho, Ele voltará… Ele ressuscitará… a morte não pode vencer o amor! 

Rezamos, na Ave-maria, que a Mãe Santíssima esteja nos consolando “agora e na hora de nossa morte”. As pequenas mortes de todos os dias costumam nos afligir. Recebemos uma má notícia e nosso coração fica pálido de tristeza. Nessas horas, procuremos o colo da Mãe de toda consolação. Ela dirigirá nosso olhar para a Cruz e nos dirá:

-- Com meu Filho você vencerá este momento de aflição. Creia, ame, espere! 

Procuremos a Mãe e encontraremos o Filho

Nunca duvidemos de que a Santíssima Virgem está sempre pronta a nos acolher em seus braços de Mãe e a nos cobrir com seu carinho e sua bondade que trarão paz e conforto para nossos corações atribulados. Confiemos no amparo d’Ela como a mais frágil criança confia na segurança da mãe que a estreita no colo e jamais a deixará cair.

Por mais aflitos que estejamos, por mais negra e sufocante que seja a situação difícil na qual nos encontremos, por mais tristes e inquietantes os momentos pelos quais passemos, olhemos para Maria, invoquemos a Mãe de Deus e nossa, e Ela nos pegará no colo e nos colocará junto de seu Filho, Jesus. Então não teremos mais razão para permanecer com medo ou aflitos, e experimentaremos o que outrora já sentira o Salmista: “A vossa bondade e a vossa misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida” (Sl 22, 6).

Com toda a confiança, pois, tenhamos esta invocação sempre em nossos lábios:  Consoladora dos aflitos, rogai por nós! 

consoladora dos aflitos

 

 

Toda mãe tem um jeito especial para consolar seu filho. É comum vermos aquela cena do recém-nascido chorando nos braços dos parentes e amigos. Porém, só o colo da mãe é capaz de fazer a criança parar de chorar e até dormir com aquela agradável sensação de segurança. Imagino que esta tenha sido a experiência do apóstolo João ao pé da cruz. Ele devia estar extremamente aflito: seu Mestre e seu melhor Amigo pendia naquela cruz. Pouco antes da morte ele escutara palavras de confiança e dor: “Filho, eis aí a tua mãe; mãe eis aí o teu filho”.

REVISTA OREMOS

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